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Arquivo

Cada edição deixa um registo: quem leu, o que se tocou, que livros seguiram para casa. O arquivo é a forma como a Casa do Sarau se recorda de si própria.

Carta da Casa

A Casa do Sarau abre as suas portas.

Mais do que uma primeira edição, foi o início de uma comunidade.

Uma casa para todas as vozes.

A Casa do Sarau nasceu para criar um espaço onde a língua portuguesa pudesse ser vivida em toda a diversidade — brasileira, portuguesa, angolana, cabo-verdiana, moçambicana, guineense, timorense e tantas outras vozes que fazem parte da comunidade lusófona em Londres.

A papelaria da Casa, preparada para a primeira noite.
A papelaria da Casa, preparada para a primeira noite.

Esse propósito deixou de ser apenas uma ideia. Passou a ter rostos. Passou a ter vozes. Passou a ter histórias.

Passou a ter casa.

Vozes convidadas na primeira noite da Casa.
Vozes convidadas na primeira noite da Casa.

Agradeço profundamente a cada convidado que partilhou o seu trabalho, a sua coragem e a sua voz, e a todos que escolheram estar connosco. A atenção, a generosidade da escuta e as conversas que continuaram depois da programação confirmaram aquilo em que sempre acreditei:

Havia um vácuo. Uma sede. Uma saudade.

Agora temos um lar para fortalecer a nossa comunidade e ampliar a nossa voz.

A sala cheia, antes das leituras.
Encontros que continuaram depois da programação.
Conversas à mesa.
Uma casa para todas as vozes.

A noite terminou mas estamos apenas começando e no final de Setembro voltaremos a abrir as portas para um novo encontro.

A Casa está sendo construída em comunidade, o palco e o microfone são nossos.

“Vamos de mãos dadas”.

Com carinho,

Camilla Rodrigues

Fundadora | Casa do Sarau

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Carta da Casa

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